domingo, 15 de fevereiro de 2009

O silêncio e a fulga das palavras para um lugar desconhecido faz o poema: Momento.

Momento

Eu e meus dedos
lado a lado na mão destra.
Mas cinco na mão canhota
apóiam a minha testa.

Pensativo tomo horas
para me expressar,
porém inerte.
Com meus longos dedos pardos
da minha mão destra.

Nota do autor: As vezes queremos escrever mais falta inspiração.Daí a folha em branco é o retrato da mente.A persistência em querer expressar algo e levar para o papel indigna o poeta quando a folha continua nua (ausente de suas palavras). Principalmente quando vc tem um tema e não consegue descreve-lo.Daí vc é surpreendido por uma manifestação interior contra o silêncio, e de forma sútil aquele tema outrora escolhido vai dando espaço para este intruso que te desperta indignadamente a despejá-lo em folha. Assim nasceu, Momento.

AUTOR : Carlos Henrique R. de Oliveira.
Reservado sobre direitos autorais.

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